domingo, 15 de fevereiro de 2009

Posso parar pra pensar um pouco mais, como paro ao reler (ou ao menos, tentar) coisas antigas e perceber que não expressou um grama do que, de fato, deveria estar sentindo ou dizendo. Por isso ás vezes condeno, repudio e cometo o excesso de racionalização, de dor. Esse sofrimento inútil pelo que já foi, e se já foi, deveria estar lá em páginas passadas e inalcansáveis para o nosso vulgar e tardio entendimento. Não volta mesmo, finge-se querer refazer ao modo certo, mas raro se vê a história reescrita á forma que planejamos.
Deixe que o tempo ido, continue lá no tempo remoto. Se o presente é que disponho em minhas mãos e já é tarde até para pensá-lo porque, quando vejo, já foi. E transcorrido não há que se lamuriar a culpa, o mal-feito, o "poderia ser assim" e o "se", que tanto outros virão. Afinal, quantos segundostêm um dia, um mês, um ano? É sempre cedo para a perfeição e tão tarde para desculpas...
Que adianta dizer, se até esse minuto anterior estava remoendo o já feito. E me refaço a promessa de parar de ouvir meu Super-eu, meu ideal de perfeição, minha consciência obstinada em não errar. Daqui desse instante, me liberto desse julgo. Daqui desse instante até o próximo ato imperfeito, mas me prometo condenações mais leves.