quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

um dia, qualquer dia eu vou poder sair daqui e vou ter alguma coisa. Algo pra fazer que não aqui, entre esse tempo de presente indicatico e futuro do subjetivo. Meus olhos cansaram-se agora. Eu tento, mas nada parece me entreter, talves eu sigo para outro. Lá, lá bem longe. Onde que já cansei de tentar me explicar, mas as palavrar não suprem. Nada supri essa necessidade do desconhecido, que hora é o descanso, hora é o turbilhão de tempestades feitas de aventura. Se eu não souber mais, fico aqui inventando, como agora.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

não sei que lembrança tenho desse lado oposto
ou qual recorte tenho guardado no bolso
que se liga a alma, pelos caminhos de mistério

Ousei desafiar o ângulo em que você se projetava a mim
comprei todas as passagens, achando ter fim
quem sabe um dia, a minha busca.

A visão reta, agora, onde o coração acha o ponto cego
desdobrei seu retrato amassado, mas nunca opaco
entre um ou dois pôres de Sol, lhe vi e mirei
e o que foquei, não foi nem 1/8 daquilo que desejei
nas noites febris de solidão, quando não lhe alcançava
É uma perca, é um recomeço, um fim e novos tercetos: a paixão desbotava.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

quando as cores se desbotarem um pouco, mas não o suficiente para perder a intensidade e se os olhos não soberem com o que se admirar, se não houver foco, ou se as pernas caminharem no automático, é bom guardar um pedaço de sorriso e se ele atrair mais um pedaço de outro, alguma cor vai voltar. Acredite, vai voltar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

talves a multidão
me faça companhia agora,
mas nunca é suficiente.
Eu sei, entre o corpo e a alma
entre o medo e o coração
há um frio, onde sopra o vento
e até a pele sente
o ressoar do espírito solitário
num grito mudo
Onde se aloja todo o sentimento
faz-se o mimo e fica o vácuo
Todo amor é ilusório.

domingo, 4 de janeiro de 2009

(só um desespero me corroendo...)

Posso não aceitar esse destino
me revoltar e gritar em silêncio
não vim com tanta obrigação
e temo quando me lembram das semelhanças

sei que às vezes sinto
que vou rodar, rodar
vou lutar, remungar, praguejar
mas me vejo aqui, nesse mesmo limbo.

o que pra mim é um limbo
pra alguém pode ser um lar
mas e se eu não me encaixar?
se a angústia continuar persistindo

tudo parece findar o fracasso
nem lágrimas me escorrem o rosto
por medo. que medo?
coloriu o céu de vinho era dor
ou mais: desespero
de minhas pernar não correrem

e se em nenhum grande amor
minha história couber?


suspirei a melancolia e recusei,
quis cegar-me!

sábado, 3 de janeiro de 2009

entendi mais sobre os erros, até onde eles me conduziram e ao final não pude tocar a a borda de acertos: eram tantos erros a serem sentidos. Ou o destino para que sigo me aflige e impede o alvorecer do otimismo. Se meus sentidos se perdem, enfim da dor viverei. Não tenho esse espírito tão masoquista e pessimista, sei de mim e sei disso, mas a falta de perspectiva ou a falta de sonhos impedem qualquer suspiro de alívio ou contentamento ao se tentar vislumbrar o futuro. foi então, só aí, é que fiquei pensando que o marasmo da vida, ou o ápice do desânimo e sentimento do vazio, talves não seja o pensamento ruim, a dor de amor incorrespondido, mas sim a falta do sonho ou um alguém para o qual chorar e sofrer. Esse é o vazio e o apodrecer da alma, que eu sobreviva a isso. Por mais calor que faça, há um inverno em mim: água fria, ar frio e o gelo da alma.

Por Deus, como é que se faz pra obter algum amor?
1:00:
talves eu remonte qualquer diálogo falso.

o gosto

Guardei um gosto na boca
meio agridoce, meio a distância e o tempo
dentro do silêncio na hora da chuva
não reconheci o sabor
e ainda assim persistiu

não consegui dizer o porquê
e talves nem queira, deixei
que tudo se perdesse na bile
do esquecimento.

Se persistir, como sempre
vou manter meus olhos fechados
era amargo o fel, era azeda a lembrança
pra respirar por dois segundos,
que parecia não ter fim a hora.

Fui me fechar nesse amargo
com tanto açúcar em volta
sem afeto pra, no café, pôr
quando o vazio me lota
Nem quis ver.

Se eu sentir que não,
aprecie o gosto do sentimento que (não) me cabe
cada sonho é sempre ilusão
e não contive o paladar:
uma dor ou mais me invade.

o erro da hora

o erro da hora, é que eu corro
e olho pra ela
sabendo que me atravessa a espinha
É que não olho muito
pro que fazer dela

o erro da hora é acabar
e eu tentar, me perder
mas nunca chegar
E depois ficar o desespero

o erro da hora que eu evito
ajustando o ponteiro,
em hora divididas
em sessenta medos
Fica tudo partido em cada tempo
que eu não alcanço

o erro da hora é a medida
que me põem nos regulamentos
da posição do Sol
incidindo na testa:
o suor de existir

o erro é que não importam as horas
eu espero, cismo, desanimo, me atino
o fio do tempo passando ou não
eu não me vejo e nem a você
é sempre tempo de solidão.
Um tempo:
mil pausas
eu:
mil causas
a noite e sua brisa
os carros e sua passagem
eu fico bem, e sorrio
minto pra mim, pra vida, pra quem
quer que tente me adivinhar,
e não muda o ar sombrio
que vem de algum lugar
de dentro,
da nuvem que trago
no olhar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

um outro lado vem me despertar
e tantos lados A, B, C... Z
me cabem.