domingo, 4 de janeiro de 2009

(só um desespero me corroendo...)

Posso não aceitar esse destino
me revoltar e gritar em silêncio
não vim com tanta obrigação
e temo quando me lembram das semelhanças

sei que às vezes sinto
que vou rodar, rodar
vou lutar, remungar, praguejar
mas me vejo aqui, nesse mesmo limbo.

o que pra mim é um limbo
pra alguém pode ser um lar
mas e se eu não me encaixar?
se a angústia continuar persistindo

tudo parece findar o fracasso
nem lágrimas me escorrem o rosto
por medo. que medo?
coloriu o céu de vinho era dor
ou mais: desespero
de minhas pernar não correrem

e se em nenhum grande amor
minha história couber?


suspirei a melancolia e recusei,
quis cegar-me!

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