domingo, 29 de março de 2009

eu estive com o medo de novo.
e saber isso dói. Dói saber que cicatrizes não são apenas marcas, meras lembranças, elas quando apertadas, mesmo que de leve.

Da onde eu estava, pensei não sentir. Mas enquanto as pessoas se iam e vinham. Enquanto todas elas encontravam seus destinos em números de ônibus, eu não achava. E embora a noite não pudesse escurecer mais, eu sentia que sim, sentia o escuro e só, apesar dos faróis de carros alucinados que passavam. Faróis de carros alucinados, loucos, loucos, eram todos assim! No frio que eu nem sei se fazia, porque o pavor me absolvia.
Quando tudo me paralisava, eu sabia como sair, eu sabia que ia sair, eu sabia sair, eu não sabia nada de mim. Ou, sabia o que não devia. Tudo me parava, um grito de socorro? de minha garganta não saia.

Dor de cabeça, muita dor.

Qual crianças quis colo, e ainda o quero. O medo me faz tão pequena, a vida me faz...

Recupero a linha reta, o equilíbrio de meus sentidos. Em algum lugar seguro, qualquer um que não aquele. Me engano de novo.
não tô bem.

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